Direto de Washington. W. Olivetto por ele mesmo.

Depois de um tempo ausente, embora lendo de forma contínua, eis me aqui. Espero desta vez, enfim dar sequência aos textos de qualidade duvidosa sobre os livros que leio.

O escolhido para essa retomada é o recém-lançado Direto de Washington, W. Olivetto por ele mesmo, publicado pela Estação Brasil, selo que integra a Editora Sextante.

Para quem, como eu escolheu cursar Publicidade e Propaganda na faculdade, Washington representa muito. Sua história e a trajetória da publicidade ‘moderna’ se confundem. Logo, o autor é um prato cheio para que estudantes busquem referências e inspiração.

Um rápido parêntese. Não ingressei no curso por ter certeza de que aquilo era o que me fazia brilhar os olhos. Dentre as opções disponíveis a época, o curso de Administração fazia mais sentido para o que eu pensava ser meu futuro profissional, mas a dificuldade em lidar com números que desde a época de escola me acompanha, me fez optar pela área de comunicação.

No decorrer do curso, descobri os livros. E ao descobrir os livros e conhecer mais sobre a área acabei chegando em Washington. Pude assistir palestras, pude ler outros livros de sua autoria, pude colocar o publicitário entre uma de minhas figuras favoritas neste universo da comunicação. Tanto que uma de suas falas diz que o mesmo cria boa publicidade pois se alimenta de outros assuntos que não a publicidade. Essa, talvez seja uma das lições mais valiosas que tirei do período em que estive na faculdade e que ainda hoje carrego.

O escritor Fernando Morais, escreveu um livro muito bom sobre a W/Brasil e por consequência seu criador, Washington Olivetto. O livro narra de sua infância ao folclórico episódio em que o pneu de seu carro fura em frente a uma agência e o mesmo procura o dono para lhe pedir um estágio. O primeiro leão, a vida na DPZ, a criação de campanhas antológicas. Tudo contemplado e melhor abordado do que neste título.

Ah, o nome do livro é ‘Na toca dos leões’.

Olivetto em seu livro, nos brinda com histórias que podem soar conhecidas para quem leu o livro de Fernando, mas, nada melhor do que escutar a versão dos fatos por quem o vivenciou. No livro há espaço para que alguns fracassos sejam compartilhados com o leitor, afinal não vivemos só de glórias. Erros e fracassos sempre trazem boas lições e no caso de Olivetto, acabam por se tornar também boas histórias.

Além de abordar alguns poucos episódios de fracasso, o autor nos dá detalhes de experiências que não foram tão boas. A campanha para uma marca de cerveja, que contou com ‘interferência’ do cliente, que acabou não acatando a sugestão da agência e acabou por comprometer o resultado final.

DiretodeWashington_CapaWEB.jpg
Direto de Washington. Fonte: Editora Sextante

Outro ponto conhecido é sua aversão a realizar trabalhos para políticos. Paulo Maluf tentou e acabou recebendo uma recusa. Mas, a recusa acabou gerando por parte de Olivetto um convite para que Maluf protagonizasse uma campanha para o sapato Vulcabrás 752. Maluf, esperto que é vislumbrou ali uma oportunidade de obter mídia gratuita, já que estava em período de campanha. Leonel Brizola, também estreou uma campanha.

O livro é dividido em 21 capítulos e após seu término, há uma espécie de anexo, que segundo o próprio autor são detalhes que acabaram sendo esquecidos no momento em que os capítulos foram escritos. Olivetto, reconhecido por sua habilidade em criar, títulos e roteiros, também é um grande frasista. Além de carregar estas qualidades, e de jantar em lugares incríveis e de ser um ilustre torcedor do Corinthians, clube em que teve oportunidade de atuar no marketing e participar da Democracia Corinthiana, o autor aborda a importância de ter em sua equipe pessoas satisfeitas. Além de talento, uma pessoa bem remunerada e que carregue consigo o sentimento de importância para aquela estrutura, pode produzir grandes trabalhos, seja a pessoa o office-boy ou o diretor de criação.

Deixando de lado o encantamento que os relatos trazem, há um lado em que o autor exalta a si. Uma espécie de massagem no ego, que de certa forma pode ser compreendida, mas que acaba sendo um pouco chata. É sabido que o mundo evoluiu desde a década de 70 e que alguns negócios passaram a ser tocados com foco em resultados financeiros, em detrimento da criatividade, mas, o saudosismo do autor acaba por dar a impressão de que as coisas que são produzidas em publicidade nos dias atuais não são boas, o que se analisarmos bem, não é verdade.

Mas, como entretenimento e um livro que mergulha na arte de criar e vender, Direto de Washington cumpre um bom papel. Para o estudante, para quem atua no mercado, para quem gosta de comunicação é um material que certamente irá causar agrado e reforçará a impressão de que uma boa ideia faz toda diferença.

 

 

Anúncios

Pretérito Imperfeito, B. Kucinski

Pretérito Imperfeito é o novo livro de Bernardo Kucinski, que se apresenta como B. Kucinski. O autor que publicou seu primeiro romance aos 74 anos aborda em seu novo trabalho a adoção.

Um casal que não pode ter filhos, vislumbra na adoção de uma criança a realização de um sonho. O pai é o narrador principal do livro e o primeiro capítulo traz a tona uma carta endereçada ao filho. No momento em que a carta é finalizada a localização do filho é incerta. O livro é dividido em capítulos, algo comum nas obras de Kucinski e conta com a fala da Mãe em alguns momentos.

O que em seu início transborda amor e encantamento, mesmo com o filho pequeno passando por alguns tratamentos um pouco intensos para sua pouca idade, com o avançar dos anos e das páginas acaba por dar lugar a um sentimento estranho, de distanciamento e dúvida. Uma das questões principais que permeia a adoção diz respeito a paternidade biológica da criança. No decorrer dos capítulos o Pai acaba se questionando sobre o motivo de seu filho ter sido abandonado, bem como as condições de saúde em que a criança foi concebida, já que o problema de saúde enfrentado de acordo com os médicos tem causa genética.

O início da adolescência e a posterior entrada na vida adulta é um dos temas que dá sustentação ao desenvolvimento do livro. Uma jornada de autodestruição com o uso de drogas e alguns pequenos furtos, já que o vício não se sustenta por si.

Neste período surgem questionamentos mais aprofundados e o pai passa a consultar especialistas em áreas diversas para tentar dar um significado a tudo o que seu filho está vivendo. Uma espécie de caminho a traçar para compreender a razão de tudo aquilo.

Internações, tratamentos e conversas. As opções encontradas parecem não surtir o efeito desejado e o jovem sempre acaba se envolvendo em algo, ou voltando a utilizar drogas. Certa feita o pai age com energia e diz ao filho que caso o mesmo tornasse a causar problemas, que esquecesse ali o laço que os uniam. Foi o que aconteceu.

Arrependimento e mais dúvidas. Alguns sinais de onde o filho possa estar. Uma viagem é feita para localizá-lo. Sim, ele está lá. Anos passaram.

A carta então, acaba por entrar em cena. O reencontro. Pai, Mãe e Filho novamente juntos. A vontade em ajudá-lo. Um pensamento ponderado. A volta dos pais para casa.

O filho e seu processo de autoconhecimento.

O afastamento necessário.

38033104-efaa-4eab-9464-2115a5825d25

 

 

Nada Easy, de Tallis Gomes.

Empreender por si só é um grande desafio. Empreender no Brasil, com sua alta carga tributária é algo que faz até o mais otimista pensar duas vezes, mas Tallis Gomes, fundador da Easy e da Singu, compartilha conosco em Nada Easy (O passo a passo de como combinei gestão, inovação e criatividade para levar minha empresa a 35 países em 4 anos) que é possível, mesmo em meio a tanta adversidade criar um negócio de impacto em nosso país.

O livro escrito por Tallis, revisita sua infância ao nos mostrar como se deu o interesse pelo universo dos negócios (a história para a compra de uma bateria mostra uma criança inquieta, que soube identificar uma oportunidade), além de mostrar a importância de seu Avô e de sua Avó em sua formação, na construção de valores sólidos, como a força de acreditar nos sonhos e seguir por caminhos que nem sempre são os mais comuns.

download

O livro é dividido em 10 capítulos, em que o autor se propõe a abordar temas pertinentes ao universo do empreendedorismo de forma clara, sem firulas, até para tirar um pouco do glamour que em algumas ocasiões costuma acompanhar os criadores de companhias disruptivas e que acabam por promover uma série de mudanças no mundo como o conhecemos. O livro é uma espécia de guia para quem está as turras tentando decidir se determinada ideia é viável ou não.

O autor destaca a importância de se cercar de profissionais de alto nível. Uma ideia boa na mão de pessoas ruins, pode se tornar algo bonitinho, mas uma ideia que é boa na mão de um time de alto nível pode se tornar algo incrível. Foi se cercando de pessoas assim que Tallis Gomes levou a Easy Taxi para mais de 35 países. Foi dessa forma que Tallis ao lançar a Singu, em um momento de muita dúvida e incerteza no cenário econômico do país, chamou a atenção de um dos fundadores do Hotel Urbano (que inclusive escreve o prefácio do livro), para fazer parte da sociedade. O entusiasmo em criar algo novo, o brilho nos olhos e a paixão por realizar de Tallis acabaram por fisgar José Eduardo Mendes.

Em um cenário muitas vezes adverso a paixão em criar algo de impacto faz com que os obstáculos sejam superados. Tomemos como exemplo o caso da própria Singu, criada no decorrer de um período profundo de crise econômica e política.

Como dito acima, o livro funciona como uma espécie de guia, apresentando ao leitor etapas variadas do processo de criação de uma empresa. Leitura muito interessante para quem tem o empreendedorismo correndo em suas veias.

Nossas Noites, Kent Haruf.

São pouco mais de 140 páginas, que estão divididas em 43 capítulos, a maioria deles, curtos.

O livro, nos brinda com a história de Addie e Louis, dois idosos que resistem ao aparente abandono de Holt e vivem sozinhos. Os filhos crescidos seguem suas vidas em outro lugar e os respectivos companheiros, Carl e Diane faleceram.
Certa manhã, Addie se dirige a casa de Louis para lhe fazer um convite. Ela está nervosa e não sabe se dará conta de concluir seu plano.

O convite feito a Louis é para que ele aceite passar as noites com Addie, apenas para que possam conversar e que ela possa sentir sua presença na cama. Não há neste convite maldade alguma, é apenas algo feito com vistas a espantar a solidão, normal em alguns casos para quem está na casa dos 70 anos.

Louis estranha, mas fica de pensar e caso aceite irá ligar para Addie. Convite aceito, ele se prepara e se dirige a casa. Escolhe um caminho alternativo para que não seja visto, pois quer evitar que seu nome circule entre os vizinhos. Ao bater na porta dos fundos, é recebido por Addie que questiona a razão de evitar a porta principal. Louis explica o interesse por preservar o acontecimento apenas entre eles.

A resposta dada é uma das principais lições que se pode tirar após finalizar a leitura do livro. Não devemos nos importar com que os outros falam e/ou pensam de nós. Addie e Louis não estão fazendo nada de errado. São pessoas livres, mas é possível que em algum momento a preocupação com o olhar alheio nos impeça de fazer as coisas.

Louis começa a se afeiçoar a Addie e as noites compartilhadas se tornam mais frequentes. Eles conversam madrugada adentro, buscando conhecer um ao outro cada vez mais, respeitando obviamente alguns temas mais delicados que são tratados com o avançar do livro. Neste meio tempo de descobertas, em que algumas pessoas da vizinhança já tem conhecimento do que ocorre, a filha de Louis vem o visitar e logo questiona se o pai pretende levar isso adiante. Ele diz que sim, embora sua filha esteja contrariada.

Ao passo que o filho de Addie também aparece em dado momento para deixar seu filho com a Avó, já que vive em constante pé de guerra com sua esposa. O menino Jamie ficará sob a tutela de sua Avó por algumas semanas, já que o filho precisa trabalhar e sua esposa mudou de casa, com vistas a espairecer os pensamentos.

Durante os dois, três primeiros dias Louis evita ir a casa de Addie, para não causar muito impacto, mas logo Jamie e Louis são apresentados e nasce aí uma bonita amizade. Logo, Louis volta a frequentar a casa de Addie e o menino que nas primeiras noites sofria com pesadelos, torna-se uma pessoa mais tranquila e ganha a companhia de Bonny, uma cadela adotada de um canil.

A convivência entre os três é pacífica e cheia de momentos alegres e afetuosos. Circulam pela cidade e fazem inúmeros passeios. Logo, anunciando que tentariam mais uma vez, o filho de Addie vem buscar Jamie, que a esta altura já dormia bem e não sofria mais com pesadelos. O filho insiste para que a mãe deixe de encontrar Louis, pois não há sentido algum aos olhos dele que isso aconteça. A mãe resiste.

A partir desse capítulo, a trama acaba por se desenrolar nos atos do filho chantageando a mãe, para que ela não se encontre mais com Louis, que ao seu ver está apenas interessado em seu dinheiro. Em momento algum passa pela cabeça de seu filho que a mãe redescobriu o prazer de ter uma companhia, redescobriu a alegria em ter alguém para conversar e dividir sua vida. Um pequeno acidente decorrente de uma queda na rua, faz com que Addie precise ser internada e o filho toma providências para que a mãe vá embora de Holt, indo morar próximo a Denver. Louis acaba tomando conhecimento do acidente e da mudança ao ir até a padaria e decide ir visitar Addie, mesmo que contra a vontade dela, já que lhe faltaram poucas opções a não ser negar o que estava vivendo para ter contato com o neto, já que de seu filho não guardava mais nada a não ser tristeza.

Nos cinco minutos que são concedidos a Louis pelo filho controlador de Addie, lágrimas escorrem e o reencontro é tomado por emoção, embora ela não queira deixar transparecer para irritar o já contrariado filho. Louis a questiona, pois ela sempre teve consigo força e razão suficientes para enfrentar a opinião alheia e agora encontrava-se fragilizada. Mais uma vez, o medo de perder o contato com o neto a fez ceder. Louis sai do hospital e volta a sua residência.

A noite, o telefone toca. Addie do outro lado da linha pergunta como estão as coisas, como estão sendo os dias. A casa em que morava foi alugada e segundo Louis os vizinhos são pessoas de bem, mas na cabeça dele, aquela sempre será a casa de Addie, assim como a casa em que viveu Ruth, personagem que aparece em alguns capítulos e vem a falecer, sempre será a casa de Ruth. A partir desta ligação, pode-se entender que aquilo terá sequência e que Addie está disposta a recomeçar o que teve de ser interrompido.

Nossas noites é um livro de linguagem fácil, sem firulas. Você pode ler em uma porção de horas. Uma história incrível que mostra que o amor é um ‘remédio’ poderoso. Um livro que te ensina (volto a dizer) que nós não devemos nos importar com o que os outros pensam de nós. Simples? Aparentemente sim, mas é nas coisas mais simples que nós tropeçamos.

13944_gg

 

 

Marmitas Frias, Ricardo Terto

Embora tenha o costume de ler gêneros variados, gosto muito de crônicas. Admiro muito quem consegue colocar elementos de fantasia em fatos do cotidiano, ou ainda aqueles escritores que fazem ligações com o improvável.

Conheci Ricardo Terto através de um post do Anderson França, em que algumas pessoas faziam uma comparação entre ambos, pelo fatos de escreverem sobre o dia-a-dia. Desde então, não deixei de acompanhar suas reflexões e provocações. Recentemente, Terto lançou pela Editora Lamparina Luminosa uma compilação com seus textos, publicados em sua maioria no Facebook, um palco bacana pra publicação de ideias, mesmo que existam algoritmos que nem sempre lhe entregarão os conteúdos que aprecia.

Enfim :).

Marmitas Frias aborda questões cotidianas. Situações que muitos de nós passam. Aquela média que as pessoas gostam de fazer pros Chefes em determinadas ocasiões (especialmente no aniversário), as correrias que temos que fazer pra bancar nossas contas, a dificuldade de se locomover no metrô da linha amarela, naquelas passarelas que beiram o infinito, uma conversa com a Dona Morte enquanto se está no banco do Cemitério da Consolação, lembranças da infância, lembranças de como somos destemidos durante essa fase mágica da vida, o olhar de quem está atento ao que acontece a sua volta.

IMG_20170618_004124

O texto é envolvente, a maneira como Terto escreve te deixa ansioso para ler a próxima crônica e em um dia você lê o livro todo e acaba por ficar meio perdido, se perguntando como pode ter acabado tão rápido.

Um livro pra degustar devagar. Cada história é uma marmita.
Cada uma com seu tempero, com sua temperatura, com seu sabor.

Mudanças.

Quando criei este espaço, tinha como intenção compartilhar impressões de alguns livros que vinha lendo e que julgava ser interessante compartilhar com o mundo. Comecei tentando replicar algo próximo do que eu costumava ler em outros locais.

Parei e percebi que as coisas não estavam fluindo lá muito bem, já que não conseguia imprimir certa identidade ao que estava escrevendo. Fiquei um bom tempo afastado e agora pretendo manter uma frequência melhor de textos, com algo que eventualmente possa ao menos despertar a curiosidade das pessoas para que leiam os livros :).

E os textos estarão um pouco mais simples, mas acredito que conseguirão passar uma mensagem bacana.

Obrigado!

William A.

Rio em Shamas – Anderson França, Dinho

Tomei conhecimento dos textos de Anderson França por meio de uma indicação de outro baita escritor. Ricardo Terto. Escritores que fazem uso das redes sociais para compartilhar sua mensagem com um sem fim de pessoas. A internet e suas diversas possibilidades.

Bom pra nós.

IMG_20161026_180947_HDR

O Dinho é do Rio de Janeiro e o Terto é de São Paulo. Ambos escrevem a sua maneira sobre a realidade que vivem, sobre a cidade em que vivem e sobre fatos pontuais que agitam a nossa vida (se tratando de Brasil, é pauta que não acaba mais). O Dinho reuniu suas melhores crônicas e elas deram vida a um belísssimo livro, Rio em Shamas, que saiu no ano passado pela Editora Planeta. Uma pena que o livro não tenha tido lançamento em São Paulo (não que eu me lembre ao menos).

Mas engana-se quem achar que por Dinho ser do Rio de Janeiro, os textos são repletos de bairrismos. São reflexões e observações que se aplicam perfeitamente a diversos lugares.

A forma como Dinho compartilha conosco suas impressões, nos faz pensar em como alguém escreve tão bem. Texto bem fluído :).

Rio em Shamas diverte. Rio em Shamas arranca sorrisos. Rio em Shamas incomoda. Dinho é gente da gente. Dinho passa perrengue. Dinho é batalhador. E o melhor de tudo. Dinho tá logo ali, numa página do Facebook. E é uma coisa fantástica saber que podemos encontrar seus textos e crônicas a poucos cliques de distância.

Bom pra nós!

Aproveitem e leiam os textos do Ricardo Terto também!